6.10.12

Porque respeito é coisa que não abunda por estes dias

Supostamente ontem foi o último 5 de Outubro a ser comemorado oficialmente como feriado. O que pensaria o comum dos mortais? "Se é o último, vamos fazer com que haja boas memórias dele." Sim, claro...
As comemorações oficiais, ao contrário do que acontecia há décadas, foram feitas num espaço fechado, onde só entrava quem tivesse convite (o muito na moda Pátio da Galé). E quem é que tinha convite? Pois, o Zé Povinho é que não era de certeza.
O Primeiro-Ministro, que supostamente foi eleito pelos cidadãos como um dos representantes principais do país, está ausente, porque tem um compromisso qualquer de extrema importância.
Depois, o Presidente da República, chefe de Estado português, como é de protocolo, hasteia a bandeira nacional na varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa, local onde a República foi proclamada por José Relvas, a 5 de Outubro de 1910. Simples, não parece? Não. Sua Excelência o representante máximo do país faz a proeza de hastear a bandeira de pernas para o ar. Em simbologia militar, uma bandeira hasteada ao contrário significa um território sobre ataque, que pede ajuda ou capitula perante o inimigo. Olha que bonito...
É desta forma que se espera que os cidadãos acreditem nos seus representantes? Com medo, ausências, ou ignorâncias que chegam a doer? O único resultado que obtêm é uma vergonha enorme, e uma raiva crescente.